P. J. Hogan (Paul John Hogan)

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P. J. Hogan, como é mais conhecido Paul John Hogan, é um famoso profissional do cinema. Fez P. J. Hogan filmes interessantes, seja na função de diretor, de roteirista ou de produtor. Neste artigo, falaremos um pouco de sua vida pessoal e profissional.

P. J. Hogan

Origens de P. J. Hogan e vida pessoal deste famoso profissional do cinema

P. J. Hogan é diretor, roteirista e produtor. Ele nasceu em Brisbane, cidade australiana que é a capital do estado de Queensland, no dia 30 de novembro de 1962. Teve dificuldades na adolescência, época de sua vida em que sofreu bullying na escola. Segundo relatado pelo diretor em uma entrevista, quando ele era adolescente, sua mãe teve um colapso nervoso e precisou ser internada. Como o pai estava levando a cabo na época uma campanha de reeleição para um cargo no governo local, resolveu abafar o caso. Orientou os cinco filhos a justificar a ausência da mãe dizendo que ela havia saído de férias. Justificou a adoção dessa estratégia afirmando que “ninguém vota no cara com uma esposa maluca”. Por isso, eles precisaram ficar quietos para que a história não se espalhasse.

Hogan usou as dificuldades pelas quais ele passou na adolescência como matéria-prima para um de seus filmes, Mental. Aliás, de acordo com o diretor, ao reconhecer que o filme era um pouco autobiográfico, a questão não era em que sua experiência havia contribuído para o roteiro do filme, mas, sim, em que ela não tinha contribuído. P. J. Hogan estudou no St. Patrick’s College.

Ele é casado com a também roteirista, produtora e diretora de cinema australiana Jocelyn Denise Moorhouse. Ele já escreveu um roteiro para um projeto em que ela tinha grande participação e para um filme que ela dirigiu. Ela já produziu um filme próprio e coproduziu filmes do marido.

Começo da carreira de P. J. Hogan

Hogan estreou como diretor no ano de 1984, com o filme Getting Wet, que ganhou o prêmio de curta-metragem do Instituto Australiano de Filmes. Ele também escreveu o roteiro da obra. Estava aberto o caminho para que, um dia, se tornasse P. J. Hogan, diretor e roteirista dos mais famosos da história de seu país. O sucesso mais amplo, contudo, não viria imediatamente, teria que esperar a década seguinte.

A próxima obra de Hogan foi The Humpty Dumpty Man, um filme de suspense de 1986 do qual Hogan foi o diretor e corroteirista. A história é de um homem de negócios que aceita um contrato de comercialização com a União Soviética e foi acusado de espionagem.

O filme recebeu a inspiração de uma história que aconteceu na Austrália na vida real: o caso de David Combe, um lobista, político e consultor com ligações com o Partido Trabalhista Australiano. Ele foi acusado de fornecer informações aos soviéticos no começo da década de 1980. O filme independente foi concluído, no entanto, não chegou a ser lançado no cinema. Sua primeira exibição foi pela TV e aconteceu apenas anos depois das filmagens, em 1990.

P. Hogan escreveu, em 1988, um roteiro para a série de TV australiana c/o The Bartons, série, aliás, que teve origem em um filme da diretora australiana Jocelyn Denise Moorhouse, esposa de Hogan, já citada anteriormente. Ela, aliás, escreveu metade dos roteiros da série.

A chegada do sucesso

O divisor de águas na carreira de Hogan veio no ano de 1994, com o filme O Casamento de Muriel, dirigido por ele. Também escreveu o roteiro do filme e sua esposa o coproduziu. Por seu trabalho com este filme, Hogan foi indicado ao prêmio AACTA (novo nome do prêmio do Instituto Australiano de Filmes) de melhor diretor e de melhor roteiro original, dando-lhe uma medida de sucesso. A atriz que fez a personagem-título foi Toni Collette.

Segundo o diretor e ator, ele resolveu escrever algo que fosse sincero e viesse de seu coração. Concluiu que seus roteiros anteriores não eram tão bons, pois não haviam sido suficientemente pessoais e sinceros. Essa constatação, segundo contou em uma entrevista, fez com que criasse Muriel Heslop, uma protagonista que tinha grandes sonhos de sucesso, mas que sempre fracassava. Afinal, ele também só tinha tido fracassados, era o que ele conhecia e do que ele podia falar com segurança. Segundo Hogan, foi neste ponto de sua trajetória, no esforço para escrever um roteiro sincero, que ele realmente conseguiu encontrar sua voz de artista.

O sucesso do filme O Casamento de Muriel abriu novos caminhos para o diretor, que foi escolhido para dirigir, em 1997, sua primeira produção americana: O Casamento do Meu Melhor Amigo. O elenco do filme contou com Julia Roberts, Cameron Diaz e Dermot Mulroney. O longa foi um sucesso mundial de público e crítica, arrecadando quase oito vezes o valor de seu orçamento. Ele tinha alcançado o sucesso.

Depois disso, P. J. Hogan escreveu o roteiro do filme Amor à Toda Prova, filme que ele também dirigiu. Embora as filmagens da obra tenham sido concluídas no ano de 2000, o estúdio adiou por um bom tempo o lançamento do filme. A estreia acabou acontecendo apenas no segundo semestre do ano de 2002. Infelizmente, a recepção da crítica ficou entre fria e morna.

Dirigiu P. J. Hogan Peter Pan, filme de 2003 do qual ele também foi corroteirista. Este filme foi uma transposição de grande orçamento e razoavelmente fiel da famosa obra do escritor britânico J. M. Barrie para a tela grande. Apesar de ter agradado aos críticos, o desempenho da bilheteria do filme não justificou as expectativas dos executivos. O filme conseguiu arrecadar pouco mais do que foi investido em seu orçamento. Os papéis de Peter Pan, Wendy e Capitão Gancho, centrais para a história que o filme conta, foram feitos, respectivamente, por Jeremy Sumpter, Rachel Hurd-Wood e Jason Isaacs.

Em 2009, dirigiu Hogan Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, uma comédia romântica que tem como protagonista uma compradora compulsiva cheia de dívidas. O filme foi feito com roteiro de Tim Firth e Tracey Jackson, que se basearam em dois romances de Sophie Kinsella, escritora britânica.

O papel da protagonista Rebecca Bloomwood, a Becky Bloom do título, foi desempenhado por Isla Fisher. O filme teve uma recepção fria da crítica, que achou os talentosos atores do elenco subutilizados pela trama e não se empolgou com o romance apresentado. Ainda assim, o filme conseguiu arrecadar cerca de duas vezes seu orçamento. A atuação de Fisher no papel principal foi elogiada.

Já mencionamos acima o filme Mental. Nesta obra de 2012, P. J. Hogan, que escreveu o roteiro usou como inspiração e matéria-prima os anos de sua adolescência, que foram difíceis, marcados por bullying e por dificuldades no relacionamento com o pai e a internação da mãe, que, como mencionamos, teve um colapso nervoso. O filme dividiu os críticos, mas foi razoavelmente bem recebido por eles.

Enfim, construiu P. J. Hogan uma carreira (que resumimos neste texto) com sucessos em seu país natal e nos Estados Unidos. Tornou-se um dos mais famosos diretores australianos de todos os tempos. Além de diretor, é roteirista e produtor. Ele foi produtor executivo do filme para TV Nurses, de 2007, o qual ele também dirigiu, e do filme A Vingança Está na Moda, de 2015, dirigido por sua esposa, Jocelyn Denise Moorhouse. Ele foi corroteirista deste filme.

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